• Vivian Laube

O Código Feminino da Liderança

Ao longo de séculos, os homens têm sido reconhecidos por suas competências técnicas e as mulheres por suas habilidades socioemocionais.


Hoje, esta divisão não se faz mais necessária pois os papeis estão misturados, tanto em casa quanto no trabalho. Ufa! Até que enfim!


O que importa, no universo corporativo, são as competências e os resultados. E o futuro do trabalho requer que as lideranças tenham suas softs skills mais aguçadas com foco no cuidado das pessoas do time. Até porque, dentro das equipes podem ter pessoas super técnicas que darão conta das hard skills, se bem lideradas.

E é aqui que as mulheres se sobressaem, pois estão mais preparadas para lidar com pessoas. Não que os homens não tenham estas habilidades, mas eles não tiveram muito espaço para demonstrá-las até então, e por isso, estão um pouco, digamos, enferrujados.


E que tal se os homens se inspirassem nos arquétipos femininos para aprimorarem sua liderança? Este é o convite das autoras do livro O Código Feminino da Liderança – o futuro das organizações e de seus líderes.

Você sabe o que é um arquétipo? A palavra vem do grego e quer dizer mais ou menos “marca antiga”. Características que, por serem muito repetidas, tornaram-se um padrão.


As autoras Patrícia Dalpra e Fabiana de Luna identificaram 5 arquétipos femininos: flexibilidade, sensibilidade, comunicação, confiança e intuição.


Alguém tem dúvida de que somos boas nisso?


Flexibilidade não se trata de fazer coisas em grande quantidade, mas de fazer coisas novas. Em tempo: nem as mulheres conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo! O cérebro humano não permite, ele vai revezar a atenção entre as tarefas, ou seja, não se iluda, você não está com atenção plena em nenhuma delas.

A capacidade de ser humano é a única coisa que não pode virar um aplicativo, portanto, Sensibilidade é uma exigência para quem quer ser um líder de verdade. Até porque, compaixão e capacidade de perdoar são ativos de negócio, segundo estudo da KRW Internacional. Atenção: ser sensível não é ser bonzinho, mas sim, ser um líder exigente com o radar aberto para as pessoas.


A boa Comunicação não é medida pela quantidade de informações que você coloca para fora. Pelo contrário: comunicar tem mais a ver com escutar e dar voz ao outro. Tem a ver também com mostrar sentimentos, colocar energia e empolgação no modo como você trata as questões do dia a dia. E com tornar real a conexão entre o propósito da empresa e o do empregado.


A primeira lição para criar Confiança é.... confiar. Não peça “sentimento de dono” para o empregado sem de fato oferecer a ele poder, autonomia e liberdade para ser e fazer do jeito dele. Autoconfiança é a base da autenticidade, necessária para criar conexões verdadeiras.


Estudos mostram que a Intuição vem antes da razão. Ler o rosto é ler a mente. Mas atenção: no cérebro, no mesmo lugar da intuição estão os preconceitos. Portanto, teste várias vezes a mesma situação e esteja aberto a receber feedbacks sobre o que funciona melhor ou não. O jogador treina muitas vezes o chute ao gol, mas na hora do jogo, ele vai chutar seguindo sua intuição.


O livro encerra com uma reflexão muito importante, a de que, no final das contas, tudo isso são... palavras. Não servem para nada se você não der significado a elas.


“A verdadeira liderança não se prova com conceitos e, sim, com atitudes”.


Busque em cada habilidade destas algo que faça sentido para você e coloque em prática, do seu jeito, de acordo com o que for possível e natural para você. Porque o mais importante é ser verdadeiro, é isso que irá gerar conexão entre você - independente do gênero, e seus liderados.

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